sábado, 27 de junho de 2009

Mostra "4 ILUSTRADORES"

Abrimos neste sábado a Mostra 4 Ilustradores na galeria da Gare Cultural, que administra e mantém a escola ABRA-Vila Mariana.


Esta mostra reune 25 produções recentes de Luiz Lentini, Lia Penteado, Marcelo Di Chiara e Rogério Serra.
Todos eles ilustradores profissionais, seja para o mercado americano, como faz Marcelo Di Chiara, seja em trabalhos autorais, como de Lentini, os quatro mostram trabalhos criativos em estilos bem diferentes nesta exposição que está aberta ao público até dia 29 de agosto de 2009.

Seguem algumas fotos dos trabalhos montados:

Abaixo Luiz Lentini




















Abaixo Lia Penteado

























Abaixo Rogerio Serra























Abaixo Marcelo Di Chiara










Agradecemos aos quatro profissionais pela disponibilidade de seus trabalhos para esta mostra, lembrando que Lia Penteado e Luiz Lentini ministram aulas de Ilustração Digital, Design Gráfico e Desenho na ABRA-Vila Mariana.

Veja também como foi a demonstração de Ilustração Digital ao vivo

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Fotos Mila Thiele

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Arquitetura sustentável

A EB-A (Espaço Brasileiro de Arquitetura) empresa fundada por Gláucio Gonçalves, criou um projeto conceito para edifícios populares com base em princípios de sustentabilidade. Este projeto, batizado de "Singular" foi desenvolvido por Glaucio Gonçalves e Marcos Eduardo da Silva, privilegiando a arquitetura sustentável. Abaixo, texto e projetos enviados por Gláucio, que paralelamente ao trabalho como designer e arquiteto, ministra aulas de Design de Interiores na ABRA-Vila Mariana - escola mantida e administrada pela Gare Cultural.

"A arquitetura sustentável começa a se tornar um aspecto primordial em vários projetos no Brasil e no mundo, englobando todas as classes sociais. Diante dessa nova realidade, o EB-A – Espaço Brasileiro de Arquitetura , fundado em 2007, traz ao mercado um conceito único. Trata-se do Projeto Singular, cujo objetivo é oferecer imóveis a preço acessíveis contemplando aspectos socioeconômicos e ambientais.

Preocupado em oferecer melhor qualidade de vida, o projeto se destaca pelo uso de conceitos sustentáveis, como: sistemas de energia mais eficientes e menos poluentes, utilização de energia solar para o aquecimento dos chuveiros; sistema de reutilização de águas pluviais, para o uso na manutenção de limpeza nos edifícios; coleta seletiva de lixo; preservação de espécies nativas; desenho funcional do edifício e acessibilidade física, melhor qualidade de ar interno e conforto ambiental, modulação e racionalização de alvenarias, sistemas para a redução da formação de resíduos e o seu reuso.

Outro diferencial do Singular é a otimização do espaço, pois em uma área de 50 mil metros quadrados é possível construir 600 apartamentos sem deixar o conforto e o lazer de lado. O projeto tem o perfil de grandes construtoras por unir qualidade de vida e custo acessível, condições atrativas para quem pretende adquirir um imóvel.

Cada edifício possui um nicho, uma área de convivência com uma cor própria e única para estabelecer uma identidade com o morador. Os espaços verdes do pátio interno preservam árvores de espécie nativa e fachada em bambu une ecologia, baixo custo e beleza.

Além disso, as construções possuem teto verde, técnica ainda pouco usada no Brasil. A novidade consiste em tetos de grama que melhoram a qualidade do ar, reduzindo os níveis de CO2 e de poeira, liberando vapores de água e contribuindo para a redução dos efeitos de ilhas de calor.

“Tornar o imóvel acessível ao maior número de pessoas contemplando os aspectos sócio-econômicos e ambientais e oferecer um novo conceito de moradia onde qualidade de vida é o principal objetivo. O projeto pretendeu traduzir de uma forma simples e única uma relação de harmonia entre a natureza e o homem”, afirma Gláucio Gonçalves, fundador do EB-A.

A produção de moradias caracteriza-se como um dos temas mais fascinantes da arquitetura, seja pelas inúmeras possibilidades, seja pelo elevado déficit habitacional. O desafio da produção habitacional nos leva a refletir sobre o modo de vida da nossa sociedade e do homem. Esta reflexão foi traduzida e materializada em projeto, entendendo e respeitando a principal característica que nos define e diferencia: a nossa singularidade”, relata Marcos Eduardo da Silva, um dos arquitetos responsáveis pelo Singular."

Sobre o EB-A - O Espaço Brasileiro de Arquitetura (EB-A) mostra uma arquitetura diferenciada, inovadora e baseada em alguns aspectos da sustentabilidade. Sua equipe é formada por profissionais altamente capacitados para o desenvolvimento de projetos voltados aos mais diferentes segmentos: residenciais, comerciais, institucionais e urbanismo. O EB-A atua em todo o território nacional, além de possuir uma filial em Angola, na África, onde desenvolve projetos para clientes do ramo petrolífero e é parceiro da Ordem dos Arquitetos de Angola. Criatividade, inovação e ousadia a cada projeto. Essa é a missão do EB-A.

Sobre Gláucio Gonçalves - Arquiteto-fundador do EB-A - Espaço Brasileiro de Arquitetura, também possui formação técnica pelo Liceu de Arte e Ofícios de São Paulo e tem especialização em Planejamento de Empreendimentos Sustentáveis - ANAB-Brasil. Com experiência de seus anos como consultor imobiliário, o arquiteto atuou em empresas como Abyara Planejamento Imobiliário, além de construtoras como Sthulberger Engenharia, entre outras. Desenvolveu projetos para empresas como Esso Angola, LNG Angola, entre outras.

Sobre Marcos Eduardo da Silva – Arquiteto-parceiro do EB-A – Espaço Brasileiro de Arquitetura, atua na área há 12 anos, coordenando equipes de projeto para construtoras e incorporadoras. Participou do desenvolvimento de projetos executivos de edifícios em condomínios residenciais como: Villaggio Panamby, Hotel Caesar Park Guarulhos, entre outros.

Leia também texto de Gláucio sobre Angola clicando aqui.

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terça-feira, 23 de junho de 2009

Arquiteto em Angola

Gláucio Gonçalves, arquiteto e fundador do EB-A - Espaço Brasileiro de Arquitetura, esteve recentemente em Angola onde proferiu uma série de palestras, sempre com o enfoque na arquitetura sustentável.

De lá ele nos traz as impressões transcritas abaixo.


Gláucio
, paralelamente a seu trabalho como arquiteto e designer, ministra aulas do curso Técnico em Design de Interiores na ABRA-Vila Mariana - escola mantida e gerenciada pela Gare Cultural.




"Angola, além do petróleo e do diamante"
Texto e imagens Gláucio Gonçalves

A guerra civil em Angola durou aproximadamente 27 anos e causou grandes danos às instituições políticas e sociais do país. Assim, as nações Unidas estimam em 1,8 milhões o número de pessoas internamente deslocadas, enquanto que o número aproximado de pessoas atingidas pela guerra chega os quatro milhões. Hoje, após a batalha, as condições de vida cotidiana em todo o país, principalmente em Luanda, espelham o total colapso que vive hoje a capital de Angola.

O que mais impressiona é a quantidade de “musseques” nos arredores da cidade. Este mar de favelas cresceu desordenadamente e sem o mínimo de condições de salubridade durante os anos da guerra, à medida que a população das províncias procuravam refúgios dos combates e da fome na grande cidade.

Nos dias de hoje, caminhar por Luanda, pode ser uma experiência angustiante. A maior dificuldade para quem circula a pé é atravessar as ruas e é inevitável pisar em poças de esgoto a céu aberto, além dos carros que estacionam sobre as calçadas, o que torna quase impossível traçar um caminho sem que se tenha que usar a rua para andar.
No trânsito impera a lei do mais forte. Não há turistas na cidade e todos que trabalham em empresas instaladas em Luanda possuem um carro próprio pois, praticamente, não há transporte público e nem táxis na cidade. Esse caos faz com que um dos principais meios de transporte da cidade sejam os famosos “candongueiros” com suas peruas Hiace de cor azul e branca e motoristas que correm como loucos pelas ruas, servindo a bairros periféricos não cobertos pelo transporte público.


Apesar de ser um dos países mais pobres do mundo, ninguém se surpreende com modelos de carros top de linha que circulam pelas ruas de Luanda e com casas em bairros da periferia, como no bairro do Camama. Lá a energia elétrica é fornecida por meio de geradores e a água por tanques, que são bombeados por eletro bombas para o abastecimento. A maioria destas casas possui ar condicionado em todos os ambientes, inclusive cozinha, TVs de última tecnologia espalhadas pelos cômodos e todo o conforto que muitas casas de classe média no Brasil não têm.
Porém, mesmo sendo o petróleo uma das fontes de riqueza do país, leva-se em média até duas horas para abastecer um carro. Por força da comercialização do petróleo e o diamante, Luanda é uma das cidades mais caras do mundo, onde não se almoça por menos de 50 dólares por pessoa em um restaurante, mesmo que tipicamente angolano.

Todavia, o surto de construção civil que Angola vive atualmente vai transformar totalmente a paisagem da capital. Porém, está trazendo algumas conseqüências muito sérias. Devido à entrada de empresas chinesas, que trouxeram milhares de trabalhadores, na seqüência do empréstimo de dois milhões de dólares concedido ao governo angolano, houve um certo impacto devido ao custo reduzido de mão de obra, mas, com uma fraca qualidade de execução. Mesmo assim, o mercado imobiliário em Angola, principalmente em Luanda, é extremamente caro.













Em função deste grande caos que vive hoje Luanda, a construção civil passa por um momento de total crescimento e ao mesmo tempo de uma supervalorização junto ao mercado imobiliário. O valor médio de venda de um empreendimento varia muito em função de cada bairro. Por exemplo, uma casa assobradada de três dormitórios, com uma suíte, no bairro Nova Vida, de aproximadamente 160 metros quadrados, pode ser vendida a US$ 900 mil e ser alugada a US$ 10 mil por mês, com um pagamento antecipado de seis meses.
O custo para execução de uma obra varia muito devido ao tipo de projeto, materiais a serem utilizados e, principalmente, por tudo ser importado. E isso se agrava por conta de outros aspectos, como os congestionamentos, demora para liberação de materiais, entre outros.

Por outro lado, os angolanos gostam muito da arquitetura brasileira, mesmo porque Angola está no hemisfério Sul, no paralelo de Recife, o que mostra uma realidade muito próxima à nossa. O País possui um grande déficit habitacional como ocorre no Brasil, porém devido a esse crescimento desordenado e rápido, uma questão extremamente importante está sendo deixada de lado: a sustentabilidade. Este seria o momento em que não somente as habitações populares, mas também os arranha-céus que estão sendo construídos pela cidade, contemplassem estes aspectos para que todas essas novas obras nascessem de forma correta e servissem como referência para todos os paises do mundo.

É importante abordar o desenvolvimento sustentável na construção civil e tornar imprescindível a utilização de aspectos mínimos para a sobrevivência, não somente para as empresas sob o ponto de vista do mercado, como também, do compromisso social e de toda a humanidade. Assim todos passariam a usufruir recursos simples e urgentes, o que dará uma nova realidade para a arquitetura e para a humanidade nos próximos anos.
Angola pode ser protagonista deste grande cenário e transformar a sustentabilidade em uma escola de vida para todo o continente africano e para o mundo. Isso fará com que nossos ecossistemas entendam que estamos trabalhando em sua direção e não contra eles e, principalmente, para que nossas próximas gerações possam desfrutar de todas as belezas naturais que as maravilhosas praias de Angola proporcionam."

Para contatos com Gláucio Gonçalves, visite o site da EB-A - Espaço Brasileiro de Arquitetura

sábado, 20 de junho de 2009

Modelo Vivo

No sábado, dia 20 de junho, a Gare Cultural - mantenedora e administradora da ABRA-Vila Mariana - disponibilizou para os alunos dos cursos de Artes Plásticas-Pintura, Artes Plásticas-Desenho, Desenho Artístico, Ilustração, entre outros, mais uma aula de Modelo Vivo. Esta sessão aconteceu no atelier da unidade. Com uma modelo experiente em posar para estas aulas, alguns dos alunos que iniciaram mais recentemente seus cursos, tiveram contato pela primeira vez com esta modalidade de desenho. Foi feita uma preparação com os alunos, o que chamamos de aquecimento, antes de iniciarmos a aula. Com a modelo já a postos, começamos com o "desenho cego", de modo que todos estivessem preparados para a condução das orientações.



























Monitorados pela orientadora da turma, os alunos desenvolveram desenhos em carvão, grafite, pastel seco e pastel oleoso. 
A duração das poses foi variada, criando uma dinâmica que buscou desde a percepção do movimento, em esboços rápidos de 1 a 5 minutos, como a percepção de volumes e forma, dando a possibilidade de um ligeiro acabamento nos desenhos em poses de 10 a 20 minutos. Abaixo, mais alguns detalhes dos desenhos dos alunos.
Fotos: Mila Thiele

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sexta-feira, 19 de junho de 2009

ILUSTRAÇÃO DIGITAL- Criação

No dia 27 de junho, sábado, os ilustradores Luiz Lentini e Lia Penteado farão uma demonstração ao vivo na ABRA-Vila Mariana, escola mantida e administrada pela Gare Cultural
Vão mostrar seu processo de trabalho, do esboço ao tratamento de imagem, criando e desenhando para o público presente das 10h às 13h.

Faremos neste mesmo dia a abertura da exposição com trabalhos de mais dois ilustradores além de Lentini e Lia; são eles Marcelo Di Chiara e Rogerio Serra.

A entrada é gratuita, mediante inscrição antecipada na secretaria da unidade pessoalmente, ou por telefone (11)3564-2696, 3564-2695.

Em breve publicaremos detalhes da exposição e como foi a apresentação.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Alunas na CASA COR 2009

Foi com prazer que recebemos a notícia de que 3 de nossas ex-alunas, recentemente formadas no Curso Técnico em Design de Interiores na ABRA-Vila Mariana - escola mantida e administrada pela Gare Cultural , estão participando da Casa Cor 2009. Maria DI Moura, Mônica Sanches e Solange Nascimento formaram-se há cerca de 2 anos. Um site foi especialmente criado para pontuar o projeto, seus conceitos e divulgação de seus fornecedores e colaboradores: veja aqui. Este site citado, assim como o logo da parceria, o popcard, até a embalagem da bala que disponibilizam no local, foram criados por Maria DI Moura. O projeto faz parte da Casa Hotel, uma das vertentes do evento que este ano reune Casa Cor + Casa Hotel + Casa Kids. Lá executaram com muita criatividade o "Banheiro Público Masculino", fazendo-se valer de elementos sustentáveis, plenamente adequados à proposta. Como dizem em seu site, "O projeto foi concebido para evidenciar que a simplicidade é a essência do bem estar, da beleza genuína, da versatilidade da reciclagem com conforto e eficiência. As designers desejam provocar os sentidos dos usuários, proporcionando-lhes a sensação de estar em plena mata, por meio de cortinas de cascatas de plantas, de fragrâncias silvestres e de sons da fauna do meio ambiente, texturas dos materiais e sabores da natureza." Parabenizamos as nossas ex-alunas, hoje profissionais talentosas de Design de Interiores, desejando muito sucesso ao longo da carreira! Info: Casa Cor 2009 - de 26 de maio a 14 de julho de 2009 - no Jockey Club de São Paulo.

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